PROFLET PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM LETRAS INSTITUTO DE CIÊNCIAS HUMANAS E SOCIAIS Telefone/Ramal: Não informado

Banca de QUALIFICAÇÃO: CRISTIANE MARTINS DA FONSECA GARCIA

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : CRISTIANE MARTINS DA FONSECA GARCIA
DATA : 20/06/2025
HORA: 14:00
LOCAL: Plataforma RNP
TÍTULO:

Retomadas Anafóricas Pronominais no 7o Ano _ Ensino Fundamental II : da narrativa não verbal para a verbal


PALAVRAS-CHAVES:

Referenciação, Sujeito, Objeto direto,Produção textual.


PÁGINAS: 35
RESUMO:

Este projeto delineia os passos de um circuito didático para compreensão, por alunos do 7º ano Ensino Fundamental (EF), do processo de referenciação que envolvem os fenômenos do sujeito (preenchido e oculto) e objeto direto anafórico de 3ª pessoa (ODA), como em: Meu filho estava doente. Tive que levá-lo pro hospital. Em relação ao emprego do sujeito, a retomada anafórica no segundo período é estabelecida por meio de um sujeito apagado, considerado tradicionalmente oculto e referendado pelas gramáticas normativas do português. Os alunos, porém, apresentam mais facilidade em usar o pronome sujeito ele/ela/eles/elas para retomar um referente em outra oração. Não que se considere um “erro de português”. É, contudo, uma outra possibilidade de retomada anafórica. Quanto ao uso do objeto direto anafórico de 3ª pessoa, a retomada de meu filho ocorre por meio do clítico lo referindo-se ao antecedente meu filho. Nessa função, ocorrem quatro possibilidades de realização: clítico acusativo, exemplo já citado acima, o pronome lexical, ele/ela/eles/elas, como em levar ele, o sintagma nominal, levar meu filho, e ainda o objeto direto nulo, levar -- para o hospital. Devemos destacar que os estudos sociolinguísticos confirmam que o uso do ODA, no português brasileiro, apresenta o objeto direto nulo (ODN) e o pronome lexical como estratégias de inovação. O emprego, porém, dessas formas não são reconhecidas como estratégias linguísticas de prestígio de progressão textual, ao contrário do que se prescreve para o emprego do sujeito oculto. Mas, quando nos deparamos com produções textuais dos estudantes do EF desta pesquisadora, constata-se que a realidade linguística deles apresenta significativa recorrência dessas duas estratégias, por um lado, e, por outro, verifica-se a ausência dos clíticos acusativos. Este projeto, por isso, tem como objetivo primário desenvolver estratégias didáticas para a compreensão e uso consciente das retomadas anafóricas do sujeito e do objeto direto de 3ª pessoa e suas possibilidades de realização dentro da produção escrita que concorrem para a construção de uma cadeia de referenciação. Para tanto, será desenvolvido um circuito didático em etapas com base em uma narrativa literária verbal, que servirá como base para as reflexões. Para finalizar as fases do circuito, os alunos serão levados a produzir uma narrativa em terceira pessoa motivada pela leitura de um texto não-verbal, no qual deverão usar as estratégias de referenciação estudadas nas etapas anteriores. Para articular as ações de maneira a se tornarem significativas, em relação aos aspectos didáticos, tomamos como base os princípios da Abordagem da Aprendizagem Colaborativa (Behrens,2004). Quanto aos aspectos teóricos, a base está nas gramáticas normativas (Cunha e Cintra, 2001; Rocha Lima, 2007; Cegalla 2020) e em estudos linguísticos ( Antunes, 2003 e 2005; Koch & Elias 2013 e 2015; Marcuschi, 2008; Neves, 2006).


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1735678 - ANGELA MARINA BRAVIN DOS SANTOS
Externo à Instituição - CHARLESTON DE CARVALHO CHAVES - UERJ
Interno - 1328759 - GILSON COSTA FREIRE
Notícia cadastrada em: 04/06/2025 21:39
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