PROFLET PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM LETRAS INSTITUTO DE CIÊNCIAS HUMANAS E SOCIAIS Telefone/Ramal: Não informado

Banca de DEFESA: MARA CRISTINA ELIODORO

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : MARA CRISTINA ELIODORO
DATA : 29/05/2026
HORA: 09:30
LOCAL: Plataforma RNP https://conferenciaweb.rnp.br/sala/maria-do-rosario-da-silva-roxo
TÍTULO:

EJA E A RELAÇÃO NEGROAFETIVA: DESCONSTRUINDO PARADIGMAS NUM CONTEXTO DIALÓGICO E MULTICULTURAL ENTRE ASSENTADOS, PARDOS E PRETOS EM UMA ESCOLA DE CAMPO CONURBÁRIA


PALAVRAS-CHAVES:

Negroafetividade; EJA; Escola de campo; Consciência étnico-racial; Narrativas


PÁGINAS: 150
RESUMO:

Esta pesquisa propõe-se a mobilizar saberes para a coconstrução de uma consciência étnico-racial plural nas práticas de leitura do Ensino Fundamental, na modalidade EJA, em uma escola campesina. Com estudantes pretos(as) e pardos(as), sendo realizada uma atividade de leitura reflexiva seguida de perguntas geradoras, visando à produção de narrativas que revelam, em sua estrutura laboviana (LABOV, 1972, 2008 [1972]). De natureza qualitativa e interpretativa, o estudo articula a Análise de Discurso (ORLANDI, 2001, 2007, 2013), que compreende o discurso como prática social atravessada por ideologia e historicidade, ao conceito de letramento como prática discursiva e da “maior percepção da leitura como construção social do significado”, no qual sujeitos produzem sentidos situados socialmente. Na perspectiva de Moita Lopes (1994, 1995, 2002, 2004, 2006), para o qual o “acesso à prática social da leitura deve dar ao aluno a possibilidade de recriar para si mesmo, criticamente, os significados que a escola enfatiza”. A pedagogia do afeto (HOOKS, 2010, 2017, 2018, 2019a, 2019b, 2020, 2021, 2023) oferece suporte para uma escuta acolhedora das vozes historicamente silenciadas, enquanto Fanon (1968, 2008) contribui para refletir sobre os efeitos da colonialidade e a urgência de práticas antirracistas. A presente busca compreender como as narrativas dos estudantes de uma escola de campo, entrelaçadas à memória coletiva e às vivências cotidianas, produzem sentidos sobre identidade, trabalho, território e negritude. Assim, reafirma-se a leitura como prática de resistência, de produção de sentidos e de afetividade negra, contribuindo para processos de transformação do ser (COUTO; JOVINO, 2022) nos âmbitos étnico-racial e sociocultural.


MEMBROS DA BANCA:
Externa à Instituição - FERNANDA VIEIRA DA ROCHA SILVEIRA - UERJ
Interna - 2327924 - LUIZA ALVES DE OLIVEIRA
Presidente - 1450409 - MARIA DO ROSARIO DA SILVA ROXO
Notícia cadastrada em: 15/05/2026 10:06
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