Banca de DEFESA: ARTUR DA SILVA BARBOSA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : ARTUR DA SILVA BARBOSA
DATA : 14/05/2024
HORA: 09:30
LOCAL: Prédio da Pós-graduação -IM
TÍTULO:

O RACISMO RELIGIOSO COMO PRODUTOR DE TERRITÓRIOS: Uma análise sobre ataques aos templos de Candomblé em Duque de Caxias/RJ.


PALAVRAS-CHAVES:

RACISMO RELIGIOSO; TERRITÓRIO; DUQUE DE CAXIAS; TERREIRO; CANDOMBLÉ


PÁGINAS: 102
RESUMO:

Os debates referentes a racialidade e as disputas territoriais avançam nos espaços
acadêmicos. Com vista a somar as trincheiras contra o colonialismo que buscou
territorializar consciências e terras, utilizamos da digressão histórica, no capítulo 1, para
por luz ao que na escuridão dos séculos se escondem. Assim, nessa primeira parte, os
meios percorridos foram uma pesquisa bibliográfica. Em continuidade, no Capítulo 2,
temos um apanhado geral de alguns conflitos religiosos que ocorreram em Duque de
Caxias/RJ e em municípios vizinhos. Para tanto, entrevistas foram feitas com uma
liderança candomblecista, a saber, o Ogã Leonardo, do Terreiro Ile Ase Omiojuaro. Por
fim, no Capitulo 3, temos um estudo mais próximo de nosso recorte espacial, qual seja,
o ataque direcionado ao Terreiro Kwe Ceja Gbé, no Bairro de Imabiê, no município
supracitado. Nesse ponto, duas entrevistas foram aplicadas a sacerdotisa deste templo,
além de idas ao campo. Em suma, esta dissertação objetiva, em sentido mais amplo,
apresentar a potencialidade que o Racismo Religioso tem para construir territórios.
Nesse sentido, valendo-nos do fato de que a cidade de Duque de Caxias, no Estado do
Rio de Janeiro, concentrou no ano em questão o maior índice de preconceito religioso
da Baixada Fluminense, escolhemos um terreiro deste município para embasarmos,
numa realidade prática, a nossa afirmativa, qual seja, a de que o racismo religioso
constrói territórios. Para tanto, uma pesquisa de caráter exploratório, somada a
bibliografias que norteavam o nosso fazer acadêmico, uniu-se a entrevistas semi
estruturadas, aplicada em campo. Todavia, no decorrer do texto, não somente o ataque
ocorrido neste terreiro, qual seja, o Kwe Ceja Gbé, da sacerdotisa conceição de Olissa,
mas uma trama desde o período colonial, de maneira sucinta, é desvelada em todo o
corpo textual, onde um processo de epistemicídio ao saber ancestral negro é
empreendido até chegarmos aos ataques que vemos aos terreiros de candomblés. O
resuldado que chegamos não findam o debate, mais ampliam a discussão, pois,
concluímos, verdadeiramente, que o processo colonial confluiu para uma consciência
que demonizou as praticas candomblecistas, que se mantém como verdadeiros
quilombos, ou seja, espaços de resistências da cultura negra.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1832629 - ANDRE SANTOS DA ROCHA
Interna - 1177632 - MIRIAM DE OLIVEIRA SANTOS
Externa à Instituição - FLAVIA LAGES DE CASTRO - UFF
Externo à Instituição - NIELSON ROSA BEZERRA - UERJ
Notícia cadastrada em: 08/05/2024 15:28
SIGAA | Coordenadoria de Tecnologia da Informação e Comunicação - COTIC/UFRRJ - (21) 2681-4638 | Copyright © 2006-2026 - UFRN - sig-node2.ufrrj.br.producao2i1