MUJERES PÚBLICAS E O CORPO-TERRITÓRIO: CAMINHOS DA ARTE PARA PENSAR UMA EDUCAÇÃO FEMINISTA
feminismo; gênero; mujeres públicas; movimentos feministas
DOS SANTOS, T.G. Mujeres Públicas e o corpo-território: caminhos da arte para pensar uma educação feminista. 2024. 87p. Dissertação (Mestrado em Geografia). Instituto de Agronomia, Programa de Pós-Graduação em Geografia, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2024.
O crescimento do movimento feminista no século XXI e o nascimento dos coletivos alteraram a percepção das mulheres sobre a luta pelo fim da desigualdade de gênero. Coletivos, como o Mujeres Públicas, aqui investigado, perceberam que a união entre mulheres e a ocupação dos territórios por meio da arte nas ruas eram uma nova forma de reivindicar direitos, como acesso ao seu corpo, igualdade salarial e fim da dupla/tripla jornada de trabalho que condena mulheres a uma vida de exaustão. É justamente essa parceria entre mulheres que organiza uma nova forma de luta para conscientizar a sociedade das violências acometidas contra a classe feminina, além de também servir de caminho para repensar o papel social da mulher. Nesta pesquisa, tivemos como principal objetivo analisar a criação do grupo Mujeres Públicas, sua expressão e o elo entre o corpo, território e as mulheres latino-americanas; entender o desenvolvimento e o contexto do artivismo do coletivo Mujeres Públicas; analisar o corpo-território e suas categorias; e, por fim, discutir a arte pedagógica como uma abordagem feminista. Para alcançar os objetivos propostos, utilizamos como procedimentos metodológicos o levantamento e uma análise qualitativa das intervenções artísticas feitas pelas Mujeres Públicas nas ruas e galerias artísticas de países como a Argentina, Cuba e Espanha; levantamento bibliográfico e estatístico para discutir as violências mais denunciadas pelo grupo através das ações artísticas; e como principal resultado propomos um debate sobre a ressignificação do papel da mulher na sociedade.