Banca de QUALIFICAÇÃO: MICHELLA ARAÚJO MAIA

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : MICHELLA ARAÚJO MAIA
DATA : 02/04/2019
HORA: 09:30
LOCAL: INSTITUTO MULTIDISCIPLINAR
TÍTULO:

Análise da paisagem da zona de amortecimento da Reserva Biológica do Tinguá: uma contribuição à sua redefinição


PALAVRAS-CHAVES:

Fragmentação Florestal; Ecologia da Paisagem; Áreas Protegidas; SIG


PÁGINAS: 74
RESUMO:

Delimitada com a finalidade de monitorar e ordenar as atividades no entorno das unidades de conservação, a zona de amortecimento se configura como uma ferramenta importante de planejamento e gestão ambiental das unidades de conservação, principalmente em áreas  protegidas urbanas, que é o caso da Reserva Biológica (Rebio) do Tinguá situada na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. A Rebio Tinguá  foi criada a mais de 29 anos e teve sua zona de amortecimento estabelecida em seu plano de manejo, documento no qual os critérios para o traçado do seu limite não estão descritos, e, hoje, a gestão desta unidade de conservação procura estabelecer novos limites para a zona de amortecimento, seja por pressão jurídica, seja por operacionalidade administrativa, pois a unidade encontra-se inserida em contexto periurbano, onde em sua vertente sul observa-se o avanço da malha urbana e na sua vertente norte vê-se que os remanescentes florestais se opõem às áreas agropastoris em expansão. É um contexto que impõe ao órgão gestor da unidade uma complexidade de gestão para equacionar a preservação ambiental com a multiplicidade de usos mapeados na zona de amortecimento e observa-se que o limite atual da zona de amortecimento abrange áreas que são pleiteadas pelas gestões municipais como área urbana - nas quais já há ocupação, outras até mesmo que já são protegidas porque fora estabelecida uma nova unidade de conservação, dentre outras situações. O cenário atual é diferente do cenário em que foi estabelecida a zona de amortecimento e, sem que seja prejudicado o alcance dos objetivos da criação da Rebio Tinguá, entende-se que um novo limite para a zona de amortecimento poderia facilitar a gestão e o diálogo com os atores sociais envolvidos. Com isso, esta pesquisa visa diagnosticar o cenário atual da zona de amortecimento com uso de indicadores da paisagem e através destes indicadores propor um novo limite para a zona de amortecimento, considerando ainda os usos conflitantes mapeados na área de estudo. Para execução desta pesquisa foi utilizada a classificação de uso e cobertura da terra, na escala de 1:25.000, adquirida junto ao laboratório Espaço (UFRJ), utilizou imagem WorldView 2 e foi gerada a partir da técnica de classificação orientada a objeto (GEOBIA), além da base de dados geoambientais do INEA e ICMBio para a área em estudo. E para análise da fragmentação florestal foram calculadas cinco métricas da paisagem: tamanho, formato, efeito de borda, isolamento e conectividade. Assim pode-se analisar o cenário atual e propor um novo limite priorizando a conexão entre os remanescentes florestais para que não se comprometa os serviços ambientais promovidos pela Rebio Tinguá.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1808296 - MONIKA RICHTER
Interno - 1766120 - GUSTAVO MOTA DE SOUSA
Externo à Instituição - VINICIUS DA SILVA SEABRA - UERJ
Notícia cadastrada em: 01/04/2019 13:28
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