DINÂMICA DA SUSCETIBILIDADE A OCORRÊNCIA DE INCÊNDIOS NO OESTE METROPOLITANO FLUMINENSE
Queimadas; OMRJ; Dinâmica de Suscetibilidade
O fenômeno do fogo em vegetação está muitas vezes atrelado a causas antrópicas, sobretudo em biomas com vegetação florestal de características mais úmidas como é o caso da Mata Atlântica. Para o estudo dessa temática, alguns bancos de dados como focos de calor do Banco de dados de queimadas (INPE, 2022), Coleção Fogo (Mapbiomas, 2021) auxiliam na identificação, mensuração e análise de áreas de maior ocorrência, podendo ser comparados também com variáveis como características de vegetação, unidades de conservação encontradas nessas localidades, concentração populacional, entre outros indicadores em diferentes escalas que possam apontar para possíveis causas das queimadas e seus efeitos. Este trabalho possui como objetivo geral realizar a análise dos incêndios na região do Oeste Metropolitano do estado do Rio de Janeiro (OMRJ), que possui dentre suas características a ocorrência de vegetação rasteira, como gramíneas amplamente utilizadas para pastagem, que além de associadas à ação humana no uso da terra, também possuem maior potencial de combustibilidade. Como objetivo específico, visa construir, utilizando se de ferramentas geotecnológicas, uma dinâmica de suscetibilidade à ocorrência de incêndios na região. Para isso, serão utilizados mapeamentos de uso e cobertura da terra, referentes aos anos de 2000, 2010 e 2020, tendo como base, respectivamente, imagens dos satélites Landsat-5 e CBERS-4A. Além disso, serão acrescidos dados matriciais de radiação solar global e curvatura da encosta, obtidos a partir do Modelo Digital de Elevação gerado através de dados de curvas de nível e pontos cotados da base 1:25.000 do IBGE. Espera-se obter com esse estudo, as mudanças ocorridas nas áreas de suscetibilidade ao longo dos anos, bem como levantar indicadores que possam ter contribuído para essas mudanças.